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EUA não serão capazes de compensar rapidamente possível déficit de petróleo devido ao conflito, diz jornal

As empresas americanas de produção de petróleo de xisto não conseguirão aumentar rapidamente a extração para compensar um eventual déficit causado pelo conflito envolvendo o Irã, escreve o Financial Times com base em declarações de representantes do setor.
Sputnik
"Executivos da indústria alertaram que as empresas de petróleo de xisto dos EUA não poderiam aumentar a produção com rapidez suficiente para resolver a crise no fornecimento de petróleo provocada pela guerra de Donald Trump no Irã, e que aumentos substanciais levariam meses", diz a publicação.

De acordo com o fundador e ex-presidente da empresa de energia Pioneer Natural Resources, Scott Sheffield, os produtores não vão se apressar para lançar novos programas de perfuração até que estejam convencidos de que a alta dos preços do petróleo tem uma tendência sustentável. Ele observou que muitas empresas reduziram investimentos, paralisaram a perfuração e demitiram funcionários no último ano, em meio a um período de baixas cotações. Por isso, mesmo com o aumento dos preços, a indústria agirá com cautela.

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Os preços do petróleo Brent subiram acima de US$ 85 por barril na terça-feira (3), em meio a preocupações com interrupções no fornecimento do Golfo Pérsico.
Especialistas alertam que eventuais interrupções nos embarques do Golfo Pérsico podem afetar significativamente o mercado, segundo o artigo. Analistas do Goldman Sachs e da Wood Mackenzie estimam que paralisações prolongadas do suprimento poderão elevar as cotações do petróleo para acima de US$ 100 por barril. No entanto, a produção adicional nos EUA será limitada, conclui o FT.
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