De acodo com o anúncio, Gutiérrez e todo o pessoal diplomático tem prazo de 48 horas para que deixem o país. O presidente Daniel Noboa deu por encerradas as funções de José María Borja como embaixador equatoriano na ilha, por meio de um decreto executivo.
O comunicado oficial citou o artigo 9º da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, instrumento internacional que regula o funcionamento das missões diplomáticas entre Estados e permite que um país anfitrião declare membros de uma missão estrangeira como personas non gratas, sem a necessidade de apresentar justificativa pública imediata.
A decisão ocorre depois que o país sul-americano iniciou uma operação militar em conjunto com os EUA contra "organizações terroristas designadas" no país sul-americano. Desde dezembro, os EUA vêm posicionando tropas e equipamentos — como aviões, drones e radares — para monitorar rotas do crime organizado.
Noboa anunciou toque de recolher de 15 a 30 de março nas províncias mais violentas e operações conjuntas de segurança. O país enfrenta forte escalada da violência nos últimos anos. As tensões regionais aumentaram após o Equador impor tarifas de até 50% a importações da Colômbia.
Em resposta Cuba rechaçou "nos termos mais veementes" a expulsão de diplomatas do Equador.
Segundo o governo de Miguel Díaz-Canel afirmou que se trata de "um ato hostil e sem precedentes" que prejudica as relações históricas de amizade e cooperação entre as duas nações e seus povos.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores enfatizou que a decisão do Equador ocorre em um momento em que o bloqueio dos EUA contra Cuba foi reforçado.