Na avaliação do especialista, o conflito entre o Irã e Estados Unidos e Israel é destrutivo e perigoso demais para outros países da região do Oriente Médio, e por isso fazer com que Washington pare as hostilidades é uma tarefa da importância primordial.
"Uma opção é pressionar os norte-americanos a pararem com isso o mais rápido possível, argumentando que [o conflito] é muito destrutivo, seus aeroportos estão fechados, o comércio está paralisado e a população não está acostumada", disse Levy.
O especialista ressaltou ainda que há uma segunda opção, mais radical. Segundo Levy, os Estados do Golfo podem estar tão indignados com a destruição da infraestrutura energética que exigirão que os Estados Unidos "terminem o que começaram".
O cientista político esclareceu que esse desejo de acabar com o conflito provavelmente se intensificará se a guerra se arrastar.
Ele observou que o comércio e a estabilidade têm importância existencial para os países do golfo Pérsico, ao contrário da influência regional do Irã, por mais indesejável que seja. Segundo Levy, o "limiar da dor" ali é menor do que pode parecer.
Os Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques contra alvos no Irã no sábado (28), incluindo Teerã, com vítimas civis. O Irã realizou ataques de retaliação com mísseis em território israelense, bem como em instalações militares dos EUA na região do Oriente Médio.