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Petrobras anuncia investimento conjunto em tecnologias para melhorar estudos geológicos no pré-sal

Junto com os parceiros do Consórcio de Libra, a Petrobras vai investir cerca de R$ 151 milhões em tecnologias inovadoras e na criação de modelos geológicos conceituais para aplicá-los no campo de Mero, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, informou a empresa nesta terça-feira (3).
Sputnik
De acordo com a informação divulgada, o investimento será realizado no âmbito do projeto Libra Rocks, com duração de quatro anos, que visa transformar a abordagem científica e tecnológica na área de exploração e produção de petróleo.
O projeto prevê parceria estratégica entre o consórcio e a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
Segundo o gerente executivo de Libra, Bruno Moczydlower, o projeto permitirá reduzir incertezas na curva de produção, aumentar a eficiência no gerenciamento de reservatórios, otimizar a locação de novos poços e aprimorar o conhecimento sobre o momento de entrada do CO₂ e a carga de óleo no reservatório.
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A aposta principal é a inteligência artificial, que será usada para criar algoritmos capazes de automatizar o processamento de dados geológicos. Com o uso da IA, a Petrobras poderá construir e analisar modelos conceituais detalhados das rochas carbonáticas da área de Libra.

"A iniciativa visa estudar a origem, composição, estrutura e transformação das rochas, para compreender características como a distribuição dos espaços vazios e a capacidade de permitir a passagem de fluidos. Além disso, busca aumentar o conhecimento sobre a evolução geológica relacionada à abertura do Atlântico Sul, decorrente da separação entre o Brasil e a África", informa a empresa.

Além disso, a Petrobras vai investir no programa Rocha Digital, que permitirá usar imagens de alta resolução para construir réplicas 3D de amostras de rochas, ampliando assim a capacidade de caracterização de rochas reservatório de petróleo.
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O campo de Mero está entre os mais estudados no Brasil devido ao seu potencial produtivo e aos desafios tecnológicos. Localizado a profundidades de 5.000 a 6.000 metros abaixo do nível do mar, e em lâminas d'água de 1.800 a 2.000 metros, destaca-se pela alta salinidade e pelo elevado teor de CO₂.
As operações do campo unitizado de Mero são conduzidas pelo consórcio operado pela Petrobras em parceria com a Shell Brasil, TotalEnergies, CNPC, CNOOC e Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), como gestora do contrato e representante da União na área não contratada.
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