Na terça-feira (3), Merz afirmou em uma reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, que Berlim, juntamente com outros Estados-membros da OTAN, continuaria a tentar persuadir a Espanha a elevar seus gastos com defesa para 5% do PIB.
"Que patético, Merz, entregando os espanhóis a Donald Trump ao vivo! Os alemães são o cavalo de Troia dos EUA na União Europeia e na OTAN! E o [presidente francês] Emmanuel Macron propõe a eles [alemães] a gestão conjunta de nossa dissuasão nuclear", escreveu Dupont-Aignan em sua página na rede social X.
Macron anunciou em seu discurso sobre o programa de dissuasão nuclear na segunda-feira (2) que Berlim participaria da nova doutrina nuclear de Paris. O líder francês e o chanceler da Alemanha também divulgaram uma declaração conjunta afirmando que França e Alemanha estabeleceram um grupo conjunto sobre questões nucleares.
As autoridades espanholas têm reiterado que o país está cumprindo seus compromissos com a OTAN. O premiê espanhol, Pedro Sánchez, ao comentar as críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, destacou que, quando os socialistas chegaram ao poder em 2018, os gastos com defesa eram cerca de 0,9% do PIB, e o atual governo vem consistentemente eliminando os déficits acumulados nos anos anteriores.
Ao mesmo tempo, Sánchez afirmou que Madri não pretende elevar os gastos militares acima de 2% do PIB, apesar dos apelos de Washington para aumentá-los a 5%.