"Com o edital, a gente quer aproximar as startups, que têm muito mais agilidade por já terem essa expertise digital, das grandes empresas e demandantes de tecnologia, para diminuirmos a nossa dependência externa tecnológica. Por isso, buscamos fazer essa conexão para fortalecer a indústria brasileira de defesa", disse.
"Não dá para a gente falar do bélico sem também trazer o digital, que também é bélico. Nós vemos o uso maciço de drones no mundo. O digital precisa estar dentro da estratégia de defesa, e as Forças Armadas precisam se equipar e não podem deixar de olhar para o que a gente chama de cibersegurança, comando, controle e comunicações.", pontua.
Brasil e o setor de defesa
"Os cinco setores do nosso edital estão conectados com o Governo Federal na questão de estratégia nacional de defesa. Quando a gente coloca um pouco de foco nesses setores, a gente diz para o mercado que é possível desenvolver tecnologia por parte das startups para trazer velocidade para setores tão estratégicos para o país", comentou.
"O nosso objetivo é ser uma vitrine tecnológica para essas startups. Além da premiação prevista, essas empresas vão expor as suas soluções na Expo Defense, em Santa Catarina, em maio. Nesse evento de defesa, terá muita gente do governo, muitos compradores e muitas instituições que estão de olho nessas tecnologias", projeta.
Investimento em Defesa estimula a economia
"O setor de defesa é o que a gente chama de catalisador, ele é um impulsionador econômico em todos os países, principalmente quando a gente fala de desenvolvimento tecnológico, ele tem muita dualidade, não só na aplicação no militar, mas como na esfera civil. Então, investir em defesa é também pensar na economia como um todo", finalizou Karen.