"PDVSA assinou contratos de fornecimento com empresas traders de petróleo e produtos derivados destinados ao mercado dos Estados Unidos, preservando assim sua histórica relação comercial para garantir o abastecimento", informou a companhia em comunicado.
A estatal acrescentou que permanece comprometida com a estabilidade do mercado energético global e reiterou sua posição como fornecedora confiável.
No comunicado, o governo venezuelano também voltou a defender o levantamento das sanções contra o setor de hidrocarbonetos do país, afirmando que a medida permitiria ampliar a produção nacional e fortalecer o comércio internacional.
Dados da PDVSA apontam as exportações de petróleo para os Estados Unidos e a Europa registraram alta em fevereiro. No entanto, esse crescimento não compensou a perda de vendas para a China, que era o principal mercado do petróleo venezuelano.
Diante disso, o volume total exportado pela empresa caiu 6,5% em relação a janeiro e 19% na comparação anual, chegando a cerca de 737 mil barris por dia.
Em fevereiro, os Estados Unidos autorizaram operações com o setor de petróleo e gás da Venezuela, com exceção de transações envolvendo companhias ligadas à Rússia, Irã, China, Cuba e Coreia do Norte.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou anteriormente que empresas russas estariam sendo excluídas do mercado venezuelano após medidas adotadas por Washington, classificando as restrições como discriminatórias.