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Arábia Saudita tem apenas 2 semanas antes de ter que cortar produção de petróleo, diz mídia

A Arábia Saudita será forçada a reduzir a produção de petróleo em duas semanas, a menos que retome as exportações, pois as instalações de armazenamento estão cheias, escreve o jornal Financial Times.
Sputnik
O jornal ressalta que os maiores países produtores do Golfo Pérsico enfrentam a necessidade de retomar as exportações antes que suas instalações de armazenamento de petróleo se esgotem.

"Os maiores produtores de petróleo do Golfo enfrentam uma corrida contra o tempo para retomar as exportações antes que seus tanques de armazenamento se encham, e a Arábia Saudita tem apenas duas semanas antes de precisar cortar a produção", destaca a publicação.

Segundo a publicação, a Arábia Saudita, maior exportadora global de petróleo e detentora das maiores instalações de armazenamento da região, enfrenta pressão em alguns locais.
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Em particular, seu terminal de Juaymah, um dos maiores centros de armazenamento do Golfo Pérsico, está rapidamente esgotando sua capacidade ociosa.
Além disso, é apontado que na terça-feira (3) o Iraque se tornou o primeiro grande exportador de petróleo a cortar a produção, anunciando paralisações em três de seus maiores campos.
Outros campos na região devem fechar nos próximos dias, retirando milhões de barris do mercado, a menos que os embarques pelo estreito de Ormuz sejam retomados.

"As grandes paralisações da produção provavelmente provocariam um novo aumento nos preços do petróleo, que subiram acentuadamente desde o início das hostilidades no fim de semana, mas, até agora, desafiaram as previsões de alta muito maior, para US$ 100 [R$ 526,39] ou mais", acrescenta o texto.

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Dessa forma, o artigo conclui que os produtores podem começar a reduzir a produção antes mesmo que a capacidade de armazenamento se esgote, visando fechar os campos de maneira organizada e evitar danos aos reservatórios.
Anteriormente, o diretor de pesquisa do Instituto de Energia e Finanças, da Rússia, Aleksei Belogoryev, disse à Sputnik que os preços atuais do gás na Europa e na Ásia podem subir para US$ 1.000 (R$ 5.276) ou mais, devido ao pânico no mercado causado pela situação no estreito de Ormuz.
Segundo o especialista, o aumento drástico dos preços do recurso crítico se deve ao fato de o Catar ter suspendido o fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) devido à situação no Oriente Médio. No entanto, as cotações começarão a cair assim que os embarques do Catar forem retomados, observou o analista.
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