Panorama internacional

Irã expulsará EUA do Oriente Médio e danificará as economias dos países ocidentais, diz analista

Os principais objetivos do Irã no conflito são expulsar os Estados Unidos do Oriente Médio e enfraquecer radicalmente o Exército israelense, opinou o diplomata britânico aposentado Alastair Crooke em entrevista ao canal de Glenn Diesen no YouTube.
Sputnik
Crooke apontou que, se o conflito no Irã continuar como está, os Estados Unidos não poderão manter sua presença nos países do golfo Pérsico.

"[Norte-americanos e israelenses] estão literalmente sendo atingidos por drones e mísseis. E, na minha opinião, o segundo elemento, é claro, está ligado a Israel: o Irã pretende enfraquecer as Forças Armadas israelenses de tal forma que elas não o ameacem mais de fato", ressaltou.

Segundo o diplomata, o Irã, entre outras coisas, está tentando causar danos econômicos significativos aos EUA e à União Europeia.
Nesse contexto, ele salientou que o Irã fará os Estados Unidos e a Europa pagarem um preço econômico. Dessa forma, ele concluiu que esse preço econômico está ligado ao fechamento do estreito de Ormuz.
Panorama internacional
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No dia 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Em Tel Aviv foi declarado que o objetivo dos ataques era impedir que Teerã obtivesse armas nucleares. Por sua vez, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou sua intenção de destruir a frota e a indústria de defesa iranianas, além de exortar os cidadãos do país a derrubar o regime.
No dia 1º de março de 2026, a televisão iraniana anunciou a morte do líder supremo Ali Khamenei. A filha, o genro, a neta e a nora do aiatolá também foram vítimas dos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
De acordo com relatos da imprensa, os mísseis atingiram não apenas instalações militares, mas também infraestruturas civis na República Islâmica do Irã e em outros países da região. Teerã respondeu atacando o território israelense, bem como bases norte-americanas no Oriente Médio.
A Rússia afirmou que a operação de Washington e Tel Aviv não está relacionada à preservação do regime de não proliferação de armas nucleares e exigiu o retorno às negociações. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, enfatizou que Moscou está pronta para ajudar na resolução da crise, inclusive no Conselho de Segurança da ONU.
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