Crooke apontou que, se o conflito no Irã continuar como está, os Estados Unidos não poderão manter sua presença nos países do golfo Pérsico.
"[Norte-americanos e israelenses] estão literalmente sendo atingidos por drones e mísseis. E, na minha opinião, o segundo elemento, é claro, está ligado a Israel: o Irã pretende enfraquecer as Forças Armadas israelenses de tal forma que elas não o ameacem mais de fato", ressaltou.
Segundo o diplomata, o Irã, entre outras coisas, está tentando causar danos econômicos significativos aos EUA e à União Europeia.
Nesse contexto, ele salientou que o Irã fará os Estados Unidos e a Europa pagarem um preço econômico. Dessa forma, ele concluiu que esse preço econômico está ligado ao fechamento do estreito de Ormuz.
No dia 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Em Tel Aviv foi declarado que o objetivo dos ataques era impedir que Teerã obtivesse armas nucleares. Por sua vez, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou sua intenção de destruir a frota e a indústria de defesa iranianas, além de exortar os cidadãos do país a derrubar o regime.
No dia 1º de março de 2026, a televisão iraniana anunciou a morte do líder supremo Ali Khamenei. A filha, o genro, a neta e a nora do aiatolá também foram vítimas dos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
De acordo com relatos da imprensa, os mísseis atingiram não apenas instalações militares, mas também infraestruturas civis na República Islâmica do Irã e em outros países da região. Teerã respondeu atacando o território israelense, bem como bases norte-americanas no Oriente Médio.
A Rússia afirmou que a operação de Washington e Tel Aviv não está relacionada à preservação do regime de não proliferação de armas nucleares e exigiu o retorno às negociações. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, enfatizou que Moscou está pronta para ajudar na resolução da crise, inclusive no Conselho de Segurança da ONU.