A revista destaca que as realidades do campo de batalha, desde os desafios de manutenção até o crescimento da guerra de drones, complicaram o uso do Leopard 2 na Ucrânia.
"O Leopard 2, de fabricação alemã, é amplamente considerado um dos principais tanques de batalha já construídos [...]. No entanto, sua implantação na Ucrânia desde 2023 produziu resultados mistos, revelando que até mesmo as plataformas mais sofisticadas podem enfrentar dificuldades", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, as forças ucranianas enfrentaram desafios para operar o Leopard 2 devido aos seus sistemas avançados, que exigem treinamento especializado e uma infraestrutura de manutenção normalmente sustentada por redes logísticas ocidentais.
Além disso, o motor e os sistemas de controle de incêndio do tanque também necessitam de manutenção substancial, e as instalações de reparo inicial estão localizadas fora da Ucrânia.
Isso força os veículos danificados a serem enviados para a Polônia ou outro local para grandes reparos.
Em face de tudo isso, a complexidade logística muitas vezes reduziu o número de Leopard 2 operacionais disponíveis nas linhas de frente.
"Outro fator importante que afeta o desempenho dos tanques Leopard 2 na Ucrânia é a proliferação de drones e de armas antitanque modernas [...]. As forças russas têm utilizado cada vez mais pequenos drones para missões de reconhecimento e ataque, inclusive drones FPV, que podem atingir veículos blindados por cima", acrescenta o texto.
De acordo com a reportagem, os drones russos frequentemente têm como alvo a blindagem superior, mais fina, dos tanques.
Essas áreas, que historicamente ofereciam menos proteção contra ameaças de outros tanques ou mísseis terrestres, agora se tornaram as principais vulnerabilidades para tropas com tecnologia moderna.
As forças russas também utilizam mísseis antitanque guiados, como o Kornet, e outros sistemas capazes de penetrar blindagens contemporâneas.
Portanto, o artigo conclui que, mesmo tanques ocidentais avançados, como os Leopard 2 e os M1 Abrams fornecidos pelos EUA, enfrentam graves riscos sem defesa antiaérea suficiente ou suporte de guerra eletrônica.
Anteriormente, a revista Military Watch informou que as Forças Armadas ucranianas utilizam de forma ineficaz o equipamento recebido do Ocidente, e a maior parte dos tanques Abrams é destruída no campo de batalha, uma vez que os comandantes os enviam para o combate de forma imprudente.
Segundo a publicação, o uso ineficaz de equipamentos caros, inclusive em operações destinadas apenas a elevar o moral das tropas, se tornou a principal causa das enormes perdas ucranianas no front.