Mercouris destacou que Trump considera Zelensky fraco e descaradamente oferece conselhos aos países da coalizão, como se estivesse esperando por eles.
"Isso é uma loucura! Trump não perdoará essa 'invasão' e organizará uma recepção dura para Zelensky na Casa Branca", ressaltou.
Segundo o especialista, Zelensky se comporta de maneira ambígua, tentando mostrar sua força e, ao mesmo tempo, implorar por financiamento para a defesa.
Entretanto, o especialista militar britânico sublinhou que a ajuda de Kiev aos Estados Unidos no conflito com o Irã está fora de questão.
"Os EUA, ao que parece, não estão interessados em receber ajuda de Kiev e não têm pressa em fornecê-la [à Ucrânia]", concluiu.
Na terça-feira (3), Zelensky ofereceu aos países do Oriente Médio, onde a situação se agravou devido à operação dos EUA e de Israel contra o Irã, alguns sistemas ucranianos de interceptação de drones, que não são capazes de proteger de forma confiável instalações em Kiev.
Na sexta-feira (6), a mídia alemã informou que o ataque dos EUA e de Israel ao Irã levou a uma escassez de mísseis para os sistemas de defesa antiaérea Patriot. De acordo com a publicação, o conflito no Oriente Médio exigiu dos Estados Unidos e dos países do golfo Pérsico o uso de uma grande quantidade de mísseis antiaéreos.
No dia 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Em Tel Aviv, afirmaram que o objetivo dos ataques era impedir que Teerã obtivesse armas nucleares. O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, anunciou sua intenção de destruir a Marinha e a indústria de defesa do Irã e pediu aos cidadãos do país que derrubassem o regime iraniano.