"A questão de Taiwan diz respeito aos assuntos internos da China e é a base dos interesses mais importantes da China. Essa linha vermelha não pode ser ultrapassada nem violada", afirmou Wang Yi. O diplomata destacou que o processo histórico de reunificação completa de Taiwan com a China é irreversível.
Wang Yi também declarou que a China jamais permitirá que qualquer pessoa ou força separe Taiwan do país. "Nunca mais permitiremos que qualquer indivíduo ou qualquer força volte a separar da China Taiwan, que foi libertado há mais de 80 anos", afirmou.
A coletiva de imprensa do chanceler chinês ocorre no âmbito da Quarta Sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional, o mais alto órgão legislativo do país, realizada em Pequim de 5 a 12 de março.
Pequim considera Taiwan parte inalienável da República Popular da China, e o respeito ao princípio de "uma só China" é condição obrigatória para que outros países estabeleçam ou mantenham relações diplomáticas com o país.
As relações oficiais entre o governo central da China e sua província insular foram interrompidas em 1949, após as forças do Kuomintang, lideradas por Chiang Kai-shek e derrotadas na guerra civil contra o Partido Comunista da China, se retirarem para Taiwan. Os contatos comerciais e informais entre a ilha e a China continental foram retomados no final da década de 1980.
Desde o início dos anos 1990, as partes passaram a se comunicar por meio de organizações não governamentais: a Associação para o Desenvolvimento das Relações através do Estreito de Taiwan, em Pequim, e a Fundação para Intercâmbios através do Estreito, em Taipé.