As informações foram publicadas nesta terça-feira (10) pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.
Beattie, conhecido por posições de ultradireita, foi recentemente nomeado pelo governo americano como conselheiro sênior de política para o Brasil. Ele também mantém proximidade com Eduardo Bolsonaro.
No ano passado, o novo conselheiro fez críticas duras a Moraes em suas redes sociais. As declarações ocorreram durante o período em que os Estados Unidos chegaram a aplicar a Lei Magnitsky contra o ministro do STF, em um movimento de pressão relacionado à prisão de Bolsonaro.
Segundo informações apresentadas à Corte e publicadas pela mídia, Beattie tem viagem prevista para São Paulo e Brasília na próxima semana, com compromissos políticos e institucionais. Entre eles, está uma reunião com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, além de encontros relacionados ao cenário eleitoral brasileiro.
No pedido encaminhado a Moraes, o advogado de Bolsonaro, Paulo da Cunha Bueno, solicita que a visita seja autorizada em caráter excepcional, fora dos dias normalmente permitidos para visitas na unidade prisional. De acordo com o documento citado pela Folha de S.Paulo, a agenda oficial do conselheiro norte-americano no Brasil é curta, o que impediria que o encontro ocorresse nos dias regulares de visita, que atualmente são quartas-feiras e sábados.
Por isso, a defesa pede autorização para que o encontro aconteça no dia 16 de março (segunda-feira) à tarde ou no dia 17 de março (terça-feira) pela manhã ou no início da tarde, respeitando todas as regras de segurança da prisão.
O advogado também solicita que Beattie possa entrar acompanhado de um intérprete, argumentando que Bolsonaro não tem plena fluência em inglês, o que dificultaria a comunicação durante a visita.
Jair Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.