Segundo Sezgin, tal retórica pode refletir a complexidade da escolha política para a administração norte-americana.
"As declarações de Washington sobre o Irã, no entanto, parecem contraditórias. Isso mostra que os EUA desejam pôr fim ao conflito, mas ainda não sabem como fazê-lo sem perder a face", ressaltou.
Nesse contexto, o analista destacou que a Casa Branca busca demonstrar uma postura firme em relação ao Irã e evitar uma nova escalada que poderia resultar em um conflito mais amplo na região.
Sezgin também acredita que o fator da política interna dos EUA desempenha um papel importante.
De acordo com ele, em um contexto de competição política e aproximação dos processos eleitorais, a administração dos EUA precisa equilibrar a demonstração de força e a busca por uma solução diplomática.
Além disso, o especialista salientou que a dinâmica do conflito dependerá, em grande parte, da capacidade das partes de encontrarem um formato diplomático para reduzir as tensões.
Portanto, o analista concluiu que, sem um processo de negociação, o risco de um confronto prolongado no Oriente Médio permanece alto.
Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu a possibilidade de negociações com o Irã e afirmou que Teerã deseja muito dialogar com os Estados Unidos. Trump também disse estar desapontado com a eleição de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã. Em resposta, o Irã realizou ataques retaliatórios contra o território israelense e contra instalações militares dos EUA na região do Oriente Médio.
Washington e Tel Aviv explicaram o início da operação militar como um ataque preventivo, supostamente motivado pelas ameaças de Teerã devido ao seu programa nuclear. No entanto, agora eles não escondem que gostariam de ver uma mudança de poder no Irã.