A nova pesquisa Datafolha divulgada pela Folha de S.Paulo mostra Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) à frente na disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano, com desempenho superior ao de nomes da direita. O levantamento foi feito antes de Haddad confirmar que deixará o Ministério da Fazenda para supostamente concorrer ao governo paulista.
No primeiro cenário testado, sem Alckmin, Haddad lidera com 30% das intenções de voto, seguido por Simone Tebet (MDB), Márcio França (PSB), Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL), todos do campo governista. Entre os nomes da direita, os mais bem posicionados são Guilherme Derrite (Progressistas) e Ricardo Salles (Novo).
Paulinho da Força (Solidariedade), Rosana Valle (PL) e Gil Diniz (PL) aparecem em seguida, enquanto parte expressiva do eleitorado declara intenção de votar em branco, nulo ou ainda não sabe em quem votar.
A pesquisa indica que o eleitorado lulista tende a se dividir entre Haddad e Tebet, enquanto apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) se concentram em França, Derrite e Salles. No segundo cenário, sem Haddad, Alckmin assume a liderança com 31%, seguido novamente por Tebet, Marina, França e Boulos.
Nesse cenário, Salles e Derrite mantêm desempenho semelhante, enquanto Paulinho da Força, Rosana Valle e Gil Diniz aparecem com menor pontuação. A taxa de indecisos e votos brancos ou nulos permanece alta para a segunda vaga.
A direita, porém, ainda não definiu quem disputará a segunda cadeira. De acordo com a apuração, Derrite é considerado o nome consolidado para a primeira vaga, com apoio de Tarcísio, mas a segunda segue indefinida após o afastamento de Eduardo Bolsonaro (PL), que era o favorito para ocupar o posto.
Aliados de Eduardo defendem que ele indique um substituto, citando nomes como Gil Diniz, Sonaira Fernandes (PL), Mario Frias (PL) e, mais recentemente, o coronel Mello Araújo (PL). Salles mantém a pré-candidatura, embora interlocutores do ex-presidente Jair Bolsonaro avaliem que ele teria dificuldade para unificar o campo conservador.