O comentarista militar russo Yuri Lyamin, em entrevista à Sputnik, afirmou que a razão para a falha do sistema de defesa antimísseis israelense foi a necessidade de proteger todo o território do país durante o conflito com o Irã.
A dispersão dos sistemas antiaéreos por todo o território do país reduziu a eficácia de seu funcionamento, observou o especialista.
"Ao contrário de 2024, quando Israel garantiu a cobertura mais densa para as regiões do Norte, agora o país dispersou uma parte significativa desses sistemas antiaéreos em várias partes do seu território para se proteger contra ataques de drones iranianos e similares. Como resultado, a densidade da defesa no Norte é geralmente menor", disse Yuri Lyamin.
Além disso, a maior parte da Força Aérea israelense está envolvida em operações na frente iraniana, o que deixa menos recursos para o teatro de operações libanês, acrescentou o especialista militar.
Com relação aos mísseis interceptores Tamir, Lyamin explicou que eles são fabricados pela empresa israelense Rafael em colaboração com a empresa americana RTX, cuja maior parte da produção está localizada nos Estados Unidos.
No final do ano passado, uma nova fábrica para a produção de mísseis interceptores Tamir foi inaugurada nos Estados Unidos, no Arkansas, e sua produção é amplamente financiada pela ajuda militar dos EUA a Israel, acrescentou o observador militar.
Na terça-feira (10), as Forças de Defesa de Israel anunciaram uma nova onda de ataques à capital do Líbano, Beirute, em paralelo à ofensiva contra o Irã.
No início de março, foguetes foram disparados do Líbano em direção a Israel, e o movimento xiita libanês Hezbollah reivindicou a autoria.
O Exército israelense retaliou com ataques massivos contra áreas povoadas em todo o país, inclusive em Beirute. Centenas de milhares de cidadãos começaram a fugir de suas casas em busca de refúgio em áreas mais seguras do Líbano.