Panorama internacional

EUA não podem fornecer armas a Kiev na mesma escala devido ao conflito com o Irã, diz especialista

Os Estados Unidos não podem vender armas à União Europeia para que sejam enviadas a Kiev na mesma escala de antes em razão do conflito com o Irã, afirmou à imprensa russa o membro do Conselho de Política Externa e de Defesa da Rússia, Andrei Klimov.
Sputnik
O especialista destacou que, para vencer uma guerra, não bastam dólares, são necessários munição, soldados, porta-aviões e drones. Ao iniciar uma operação militar contra o Irã, os Estados Unidos precisam de equipamento militar e, por isso, não podem enviá-lo para atender às necessidades de Kiev.

"Hoje, os norte-americanos objetivamente não podem, em paralelo com o conflito iraniano, vender armas à União Europeia na mesma escala que, como é publicamente declarado, as redirecionam para Kiev", disse Klimov ao jornal russo Parlamentskaya Gazeta.

Segundo ele, os Estados Unidos não conseguem produzir munições na mesma velocidade com que disparam contra o Irã em um intervalo muito curto de tempo. No caso do Irã, as Forças Armadas norte-americanas necessitam especialmente de mísseis.
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O número de mísseis dos EUA é limitado, e a produção da indústria bélica não consegue reabastecer rapidamente os arsenais utilizados contra alvos no Oriente Médio: o consumo físico de recursos materiais é muito mais rápido do que a produtividade das fábricas militares norte-americanas, acredita Klimov.

"Sim, a realidade da produção de armas nos Estados Unidos é diferente para cada tipo de armamento. Mas, simplificando ao máximo, acontece mais ou menos assim: uma semana de guerra com intensos ataques com mísseis equivale a um ano de trabalho de toda a indústria bélica norte-americana", acrescentou o especialista.

Ele ressaltou que o uso da reserva estratégica do Exército americano, destinada à defesa do território nacional, é proibido pelas leis dos EUA. Por isso, não há muitos recursos materiais disponíveis, ou talvez eles já tenham se esgotado, concluiu Klimov.
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