O especialista destacou que, para vencer uma guerra, não bastam dólares, são necessários munição, soldados, porta-aviões e drones. Ao iniciar uma operação militar contra o Irã, os Estados Unidos precisam de equipamento militar e, por isso, não podem enviá-lo para atender às necessidades de Kiev.
"Hoje, os norte-americanos objetivamente não podem, em paralelo com o conflito iraniano, vender armas à União Europeia na mesma escala que, como é publicamente declarado, as redirecionam para Kiev", disse Klimov ao jornal russo Parlamentskaya Gazeta.
Segundo ele, os Estados Unidos não conseguem produzir munições na mesma velocidade com que disparam contra o Irã em um intervalo muito curto de tempo. No caso do Irã, as Forças Armadas norte-americanas necessitam especialmente de mísseis.
O número de mísseis dos EUA é limitado, e a produção da indústria bélica não consegue reabastecer rapidamente os arsenais utilizados contra alvos no Oriente Médio: o consumo físico de recursos materiais é muito mais rápido do que a produtividade das fábricas militares norte-americanas, acredita Klimov.
"Sim, a realidade da produção de armas nos Estados Unidos é diferente para cada tipo de armamento. Mas, simplificando ao máximo, acontece mais ou menos assim: uma semana de guerra com intensos ataques com mísseis equivale a um ano de trabalho de toda a indústria bélica norte-americana", acrescentou o especialista.
Ele ressaltou que o uso da reserva estratégica do Exército americano, destinada à defesa do território nacional, é proibido pelas leis dos EUA. Por isso, não há muitos recursos materiais disponíveis, ou talvez eles já tenham se esgotado, concluiu Klimov.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, inclusive em Teerã. Em resposta, o Irã realizou ataques retaliatórios contra o território israelense e contra instalações militares dos EUA na região do Oriente Médio.
Washington e Tel Aviv justificaram o início da operação militar como um ataque preventivo, supostamente motivado por ameaças de Teerã relacionadas ao seu programa nuclear. No entanto, agora não escondem que gostariam de ver uma mudança de regime no Irã.