Mearsheimer destacou que os iranianos pretendem aumentar as apostas, porque, à medida que os EUA escalam o conflito militar, Teerã fará o mesmo.
"Se começarem a destruir a infraestrutura crítica no Irã, os iranianos farão o mesmo nos países do golfo Pérsico e em Israel [...]. Eles são capazes de fazer isso e [...] operam em um ambiente rico em objetivos", ressaltou.
Segundo o especialista, os iranianos podem bombardear alvos econômicos e estratégicos importantes do inimigo com relativa tranquilidade.
Segundo o cientista político, o Irã apenas aceitará um acordo de paz com os EUA e Israel nos seus próprios termos.
Nesse contexto, ele salientou que os iranianos têm uma posição estratégica bastante forte nesse conflito.
"[Os iranianos] não têm incentivo para resolver essa questão nos termos propostos pelos EUA. Eles têm um interesse profundo em obter algo do acordo: o levantamento das sanções e possivelmente reparações", acrescentou.
No entanto, o especialista concluiu que o lado iraniano manterá negociações duras, pois, quanto mais tempo passar, mais os EUA se esforçarão para resolver a questão.
A operação militar dos EUA e de Israel contra o Irã está em sua segunda semana. Durante todo esse tempo, as partes trocaram ataques.
Em Tel Aviv, o objetivo declarado foi impedir que Teerã obtivesse armas nucleares. Washington ameaçou destruir as capacidades militares do país e pediu que os cidadãos derrubem o governo iraniano. O Irã, no entanto, enfatizou que está pronto para se defender e que ainda não vê sentido em retomar as negociações.