Korotchenko apontou que apenas alguns países da União Europeia (UE), principalmente a Alemanha, podem prestar assistência à Ucrânia.
No entanto, eles transferirão apenas algumas dezenas de mísseis interceptadores do sistema de defesa antiaérea Patriot para as Forças Armadas ucranianas e, em um futuro próximo, esses suprimentos deixarão de ser possíveis.
"A realidade é que os Estados Unidos atualmente não têm, e não terão em um futuro próximo, a oportunidade de fornecer mísseis antiaéreos Patriot para a Ucrânia, seja como assistência direta ou com os recursos financeiros necessários alocados pelos países da UE", ressaltou.
Segundo o analista, as ações militares dos EUA e de Israel contra o Irã, somadas aos amplos contra-ataques das forças iranianas a bases norte-americanas e instalações de apoio na região do golfo Pérsico, esgotaram significativamente os estoques de mísseis interceptadores dos sistemas Patriot.
Por isso, o Pentágono está realocando esses sistemas de defesa antiaérea e seus mísseis guiados de outras regiões, a fim de restaurar a capacidade de interceptação de mísseis balísticos iranianos e de drones de longo alcance do tipo Shahed.
Nessa situação, a eficácia dos ataques russos à infraestrutura crítica da Ucrânia, essencial para a sobrevivência do regime do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, bem como a alvos estatais e do complexo militar-industrial ucraniano, aumentará drasticamente.
Portanto, o especialista militar russo concluiu que o lado ucraniano não será capaz de interceptar os ataques russos.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques a alvos no Irã. Em resposta, o Irã realizou ataques retaliatórios em território israelense, bem como em instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
De acordo com o jornal The Wall Street Journal, antes mesmo do início da operação contra o Irã, as restrições à produção nos Estados Unidos resultaram em uma grave escassez de mísseis para os sistemas de defesa antimísseis Patriot. Nos primeiros dias de guerra, os Estados Unidos e os países do Golfo lançaram centenas de mísseis interceptadores, repelindo os ataques iranianos.