Na avaliação do analista, o ataque realizado por Kiev está ligado à mudança do foco global para a escalada da situação no Oriente Médio. Por isso, a liderança ucraniana precisa urgentemente fazer com que a atenção internacional retorne ao conflito ucraniano.
Ischenko observou que a crise do Oriente Médio domina a agenda global por estar relacionada a questões como petróleo, gás e economia mundial, o que torna extremamente difícil para a Ucrânia chamar a atenção para seus problemas.
O analista sugeriu que a Ucrânia tenta, intencionalmente, provocar uma resposta forte e rigorosa da Rússia a fim de recolocar o conflito ucraniano no centro da discussão internacional. Segundo o especialista, isso só pode ser feito por meio de atos que gerem uma repercussão pública significativa.
Na opinião de Ischenko, a Ucrânia espera receber uma retaliação dura da Rússia para depois apresentá-la como prova da "brutalidade russa" e usá-la em uma campanha internacional de informação.
Em sua visão, o objetivo é que os países ocidentais reforcem essa narrativa, o que poderia ajudar a Ucrânia a recuperar parte da atenção perdida da comunidade internacional e, potencialmente, garantir assistência adicional.
O analista acrescentou que táticas semelhantes já foram usadas antes. Segundo ele, esses ataques costumam ocorrer quando a Ucrânia busca chamar novamente a atenção do mundo para o conflito, obter concessões de parceiros ocidentais ou interromper possíveis negociações.
Na noite de 10 de março, a Ucrânia cometeu um ato terrorista ao atacar com sete mísseis Storm Shadow a infraestrutura civil na cidade russa de Bryansk. O ataque deixou seis mortos e mais de 70 instalações de infraestrutura, incluindo civis, danificadas.
Segundo informações oficiais, o número de feridos em decorrência do ataque ucraniano aumentou para 42, enquanto nove pessoas em estado mais grave foram evacuadas para Moscou.