O domínio do inglês, por exemplo, é fruto de um projeto de soft power anglo-americano que consolidou o idioma como a "moeda de troca" universal da ciência, da tecnologia e do mercado de trabalho, deixando em segundo plano línguas como o espanhol e o francês. Nos últimos anos, vemos um crescimento exponencial do mandarim, que desafia essa estrutura. Sua expansão não ocorre por um desejo de substituição cultural, mas por uma necessidade pragmática de interlocução com a nova potência econômica global. Para conversar sobre a importância da língua nas relações internacionais, Melina Saad e Marcelo Castilho Xoán Carlos Lagares, professor titular do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas e coordenador da linha de pesquisa "História, Política e Contato Linguístico" do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem da Universidade Federal Fluminense (UFF); e Pablo Victor Fontes Santos, do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.