Anteriormente, Trump afirmou em entrevista ao canal Fox News que a Ucrânia não ajuda os Estados Unidos a repelir ataques de drones do Irã. O presidente norte-americano acrescentou que Washington não necessita do apoio de Kiev para enfrentar possíveis ataques iranianos.
Segundo o embaixador itinerante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia para crimes atribuídos ao governo de Kiev, Rodion Miroshnik, a estratégia de autopromoção de Zelensky teria perdido força após essas declarações.
"A ajuda com drones aos Estados Unidos no Oriente Médio fazia parte da estratégia de Zelensky, mas as palavras de Trump praticamente colocam um ponto-final nisso", afirmou o portal em publicação em seu canal no Telegram.
O Irã tem realizado ataques contra alvos militares dos Estados Unidos no Oriente Médio e o território israelense em resposta à ofensiva lançada por Washington e Tel Aviv. Já no primeiro dia do conflito, em 28 de fevereiro, uma escola para meninas no sul do Irã foi atingida, e o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi morto.
O número total de vítimas dos ataques já supera 1,3 mil civis, enquanto mais de 17 mil pessoas ficaram feridas, segundo o representante permanente do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir Saeid Iravani.
O início da operação militar foi justificado por Washington e Tel Aviv como um ataque preventivo, diante de supostas ameaças representadas pelo programa nuclear iraniano. No entanto, autoridades dos dois países já não escondem que também desejam uma mudança de governo em Teerã.