A agência aponta que essa crença foi reforçada pelas "ameaças vazias" do Irã após o ataque dos EUA a suas instalações nucleares.
"Altos funcionários de Trump reconheceram aos legisladores, em reuniões confidenciais recentes, que não haviam considerado a possibilidade de o Irã fechar o estreito em resposta aos ataques", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, várias fontes afirmam que a razão para tal planejamento é que funcionários do governo norte-americano acreditavam que fechar o estreito de Ormuz prejudicaria mais o Irã do que os EUA.
Além disso, é destacado que, devido à grande oferta mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), à produção recorde de petróleo dos EUA e às expectativas de aumento da produção de petróleo na Venezuela, o fechamento do estreito de Ormuz não foi visto como um risco significativo.
Ao mesmo tempo, o material salienta que as principais ameaças aos navios que navegam no estreito são drones e mísseis iranianos, seguidos por minas.
Assim, o artigo conclui que há vozes no Partido Republicano dos EUA que afirmam que a agressão contra o Irã não foi uma boa ideia, pois ela enfraquece a posição de Trump no contexto das eleições intermediárias que serão realizadas no país em breve.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã. O Irã está retaliando contra o território israelense e contra as instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
Com a escalada do conflito, o transporte marítimo pelo estreito de Ormuz, importante rota de abastecimento de petróleo e GNL dos países do golfo Pérsico, quase parou.
Em sua primeira mensagem, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que Teerã deve continuar bloqueando o estreito de Ormuz, pois isso é uma alavanca no conflito no Oriente Médio com os Estados Unidos e Israel.