"Estamos presos. Estamos em uma situação ruim. Não há saída óbvia. Estamos com problemas reais, porque mesmo que Trump e Israel continuem a lançar bombas e mísseis, isso não ajudará a abrir o estreito", reconheceu Davis.
De acordo com os militares, a relutância do Irã em aceitar as ameaças do presidente dos Estados Unidos ameaça escalar o conflito para níveis nucleares.
"O presidente Trump sucumbirá à tentação de dizer: 'Talvez chegou a hora de uma pequena bomba nuclear?' [...] Trump não tem paciência. Ele gosta de coisas rápidas e fáceis, e quando isso não acontece, ele ameaça imediatamente. Ele imediatamente disse ao Irã: 'Vocês não podem escolher seu líder supremo, eu o escolherei.' [...] e eles apenas bocejaram. Ele deu a eles um golpe sem precedentes, mas eles bocejaram de novo. E agora Trump está chateado, não estando acostumado que lhe digam 'não'. Ele não está acostumado que as pessoas o enfrentem", observa Davis.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã. O Irã está retaliando contra o território israelense e contra as instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
Com a escalada do conflito, o transporte marítimo pelo estreito de Ormuz, importante rota de abastecimento de petróleo e GNL dos países do golfo Pérsico, quase parou.
Em sua primeira mensagem, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que Teerã deve continuar bloqueando o estreito de Ormuz, pois isso é uma alavanca no conflito no Oriente Médio com os Estados Unidos e Israel.