A Bloomberg aponta que uma escassez de energia prolongada fará com que os preços dos alimentos subam e intensificará as preocupações globais com a inflação provocada pelo conflito.
"Os produtores de grãos australianos estão enfrentando cortes no fornecimento de combustível antes do período de plantio. Em Bangladesh, alguns produtores de arroz não conseguem obter diesel para as bombas de irrigação, enquanto os pescadores nas Filipinas podem em breve ter que deixar seus barcos parados em terra", detalha a publicação.
Segundo a reportagem, o conflito no Oriente Médio causou graves perturbações no abastecimento de petróleo, gás e fertilizantes, elevando os preços dos combustíveis e dos insumos agrícolas.
Os agricultores em todo o mundo enfrentam escassez de diesel, essencial para o plantio e a colheita.
Atrasos nas entregas de combustível podem levar à redução das áreas de plantio, ao adiamento do calendário agrícola e a possíveis perdas nas safras.
Em toda a Ásia e Europa, o aumento dos custos e as restrições de combustível estão tornando a atividade agrícola difícil ou pouco rentável.
De acordo com o texto, alguns já estão reduzindo o uso de maquinário e buscando medidas provisórias, enquanto esperam pela normalização do abastecimento.
Portanto, o artigo conclui que, se a situação não melhorar em breve, a escassez de combustível poderá provocar grandes perturbações na produção de alimentos e preços mais altos para os consumidores.
Em março, os preços da energia dispararam devido à escalada no Oriente Médio, que resultou no bloqueio de fato do estreito de Ormuz e na redução da produção de petróleo por parte de alguns países da região.
O estreito é uma importante rota de fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) dos países do golfo Pérsico para o mercado global, respondendo por cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo, derivados e GNL.