Em declaração dada no sábado (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nas redes sociais que confiava que os países afetados pelo bloqueio da passagem marítima enviariam navios para garantir a segurança da navegação na área.
França
"O grupo de ataque de porta-aviões francês permanece no Mediterrâneo Oriental", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da França .
A pasta observou que a postura do país permanece defensiva e orientada para a proteção, sem alterações em seu caráter.
Por sua vez, a ministra das Forças Armadas da França, Catherine Vautrin, observou que Paris atribui importância primordial a uma iniciativa diplomática relativa ao Estreito de Ormuz.
Noruega
"Neste momento, a Noruega não tem planos de enviar navios noruegueses para o Estreito de Ormuz", confirmou a porta-voz do ministério da Defesa norueguês, Marita Hundershagen, a um portal de notícias norueguês.
No entanto, Hundershagen descreveu a situação no Oriente Médio como "muito séria e preocupante" e instou todas as partes a respeitarem o direito internacional, protegerem a população civil e buscarem soluções diplomáticas.
Japão
"O Japão não enviaria navios apenas porque Trump o solicitou", informou a NHK, citando uma fonte do Ministério das Relações Exteriores japonês .
O texto indica que as medidas adotadas pelo país asiático são decididas pelo próprio país.
"Fontes do Ministério da Defesa acrescentaram que Tóquio poderá enfrentar decisões difíceis em relação a qualquer mobilização das Forças de autodefesa, como a necessidade de avaliar a legalidade das ações dos EUA e de Israel", acrescenta a mídia.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pode colocar a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, em uma posição delicada durante sua visita a Washington, ao instá-la a enviar navios de guerra para o Estreito de Ormuz, segundo apontou o Financial Times.
Tensões no Oriente Médio
Trump pediu à China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros países que enviassem navios de guerra ao Estreito de Ormuz para garantir a segurança da navegação no local.
As tensões no Oriente Médio aumentaram em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel iniciaram ataques coordenados contra o Irã, em meio a negociações indiretas entre Washington e Teerã sobre o alcance do programa nuclear iraniano.
O Irã está respondendo à ofensiva com ataques retaliatórios contra Israel e bases militares de Washington localizadas em vários países da região.
O conflito armado em curso interrompeu a navegação no Estreito de Ormuz, uma passagem marítima vital para o comércio global de recursos energéticos. A instabilidade na região já alterou as rotas petrolíferas de muitos países e empresas.