Até 31 de março, as províncias costeiras de Guayas, Los Ríos, Santo Domingo de los Tsáchilas e El Oro terão toque de recolher entre 23h e 5h. Poderão sair de casa viajantes com passagem aérea em mãos; profissionais de saúde; trabalhadores dos serviços de emergência.
As forças militares equatorianas lançarão uma "ofensiva muito forte" com "assessoria" americana, informou o ministro do Interior, John Reimberg.
Fiel aliado de Washington, o presidente do Equador, Daniel Noboa, enfrenta altos índices de homicídios e violência nas cidades desde que assumiu o governo em 2024.
Na semana passada o governo anunciou a inauguração do primeiro escritório do FBI e no início de março, entrou para a aliança de 17 países criada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para combater o narcotráfico na região, em Miami, chamada de "Escudo das Américas".
Em janeiro, uma operação chamada Ofensiva Total envolveu a mobilização de aproximadamente 10 mil militares nas províncias de Guayas, Los Ríos e Manabí para combater grupos criminosos.
Com apoio dos Estados Unidos, foi bombardeado um acampamento dos Comandos da Fronteira, uma dissidência da guerrilha colombiana das Farc que atua na fronteira entre os dois países.
Noboa foi reeleito e tomou posse em 24 de maio para novo mandato de quatro anos. Poucas horas após as eleições, Noboa conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e realizou uma viagem "pessoal" a Washington, afirmando que gostaria de concretizar uma base militar norte-americana no Equador.
Noboa defende que o principal objetivo dessas bases é fortalecer a vigilância marítima e combater diversas atividades ilícitas.
O Equador não abriga nenhuma base militar dos Estados Unidos desde que o então presidente Rafael Correa decidiu não renovar o acordo que permitia a Washington operar uma base de operações avançada (FOL) na Base Aérea de Manta, programa que funcionou de 1999 a 2009.