O único porta-aviões da França, o Charles de Gaulle, vai permanecer no Mediterrâneo Oriental, apesar de um recente apelo do presidente dos EUA, Donald Trump, para que vários países enviem seus navios para garantir a segurança no estreito de Ormuz, informou o Ministério das Relações Exteriores francês.
No sábado (14), Trump pediu à China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros países que enviassem navios de guerra para o estreito de Ormuz. A posição de Paris sobre a situação no Oriente Médio não mudou e permanece defensiva, acrescentou o ministério.
Na quinta-feira (12), a ministra da Defesa francesa, Catherine Vautrin, afirmou que o governo francês não planeja enviar navios de guerra para o estreito de Ormuz em meio à escalada na região.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, incluindo em Teerã, causando danos e vítimas civis. O Irã respondeu atacando território israelense e instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.
A escalada da tensão em torno do Irã levou ao bloqueio de fato do estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) dos países do golfo Pérsico para o mercado global, e também afetou o nível de exportações e produção de petróleo na região.