Ali Fadavi destacou que Washington assumiu "custos muito elevados" durante décadas para construir essas instalações na região, cujas despesas foram financiadas com os impostos dos cidadãos americanos.
Acrescentou que, se os contribuintes do país estadunidense conhecessem o volume de recursos investidos nessas bases, "se rebelariam hoje mesmo".
Neste contexto, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou ao portal Axios que a guerra com o Irã terminará em breve porque "praticamente não resta nada para atacar".
Por outro lado, afirmou que a agressão contra o Irã foi mais fácil do que pensavam.
"Para eles é uma guerra. Para nós, acabou sendo mais fácil do que imaginávamos", concluiu o Trump.
Para o professor, historiador e analista político internacional Daniel Trujillo Sanz, "o objetivo americano tem sido tão volúvel que agora não sabemos exatamente onde se situa".
Segundo ele, se um dos objetivos dos EUA era acabar com o regime de Teerã, a tentativa foi um fracasso.
"E um fracasso absoluto que se repete porque a estratégia americana de tentativa de mudança de regime baseada em ataques aéreos não é nova", sublinha o especialista. Se além disso os EUA pretendiam impor um governo fantoche, esse objetivo deveria ser completamente abandonado, uma vez que o que conseguiram ao assassinar o aiatolá Ali Khamenei foi unir e galvanizar o povo iraniano, todos juntos, talvez como nunca. Ou seja, o fracasso [dos EUA] é absoluto", conclui Trujillo Sanz.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Tel Aviv afirmou que o objetivo dos ataques era impedir Teerã de obter armas nucleares.
Donald Trump, por sua vez, anunciou sua intenção de destruir a Marinha iraniana e a indústria de defesa, e também pediu aos cidadãos do país que derrubem o regime.