O líder ucraniano propôs que os EUA recebam tecnologias aprimoradas durante a guerra, enquanto ajudariam a ampliar a fabricação de drones na Ucrânia. Metade da produção seria destinada às frentes de combate ucranianas. O valor estimado do acordo varia entre US$ 35 bilhões (cerca de R$ 178,7 bilhões) e US$ 50 bilhões (mais de R$ 255,3 bilhões) ao longo de vários anos.
De acordo com a Bloomberg, a proposta surge no momento em que os EUA já enviaram 10 mil drones interceptadores desenvolvidos na Ucrânia para o Oriente Médio, buscando conter ataques iranianos sem sobrecarregar sistemas antimísseis.
Os modelos Merops, equipados com inteligência artificial (IA), custam cerca de US$ 14 mil (R$ 71.509) a US$ 15 mil (R$ 76.617) cada, com possibilidade de redução de preço em encomendas maiores.
Trump, porém, minimizou a necessidade de assistência ucraniana no combate aos drones iranianos, afirmando que os EUA dominam essa tecnologia. A declaração contrasta com o esforço de Zelensky para consolidar a Ucrânia como fornecedora estratégica de sistemas não tripulados.
Ainda segundo a apuração, Zelensky também revelou que países do Oriente Médio e do Golfo têm buscado adquirir drones ucranianos diretamente de fabricantes privados, sem supervisão estatal. Ele criticou essa prática e disse que especialistas ucranianos foram enviados ao Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita para tratar do tema.
Para o líder ucraniano, drones só são eficazes quando operados com conhecimento militar adequado, e empresas privadas não devem retirar operadores das forças ucranianas. Ele classificou como "inaceitável" qualquer negociação que enfraqueça a defesa nacional.