Segundo o especialista, o emprego de drones Shahed e mísseis balísticos baratos pelo Irã criou um descompasso perigoso, obrigando os Estados Unidos a utilizar mísseis interceptores que custam entre US$ 3 milhões (R$ 15,9 milhões) e US$ 12 milhões (R$ 66,2 milhões) contra alvos avaliados em US$ 20 mil (R$ 110.336).
"As tropas americanas têm que gastar muito em armas caras e com longo tempo de produção, o que dificulta sua reposição. Isso torna mais difícil a defesa contra ataques iranianos que utilizam armas várias ordens de grandeza mais baratas", afirmou Johnson.
Ao destruir armamentos caros com o uso de mísseis e drones de baixo custo, Teerã passou a adotar a estratégia do "esgotamento da produção", prendendo assim os Estados Unidos em uma "armadilha de assimetria", explicou o especialista.
Johnson também ressaltou que a vantagem do Irã nesse conflito está na posse de um número aparentemente ilimitado de mísseis e drones, com os quais ataca alvos militares norte-americanos e israelenses em quantidades tão expressivas que forçam os EUA e Israel a reverem seus planos de campanha aérea.
A campanha militar dos EUA e Israel contra a República Islâmica do Irã está em sua terceira semana. Durante todo esse período, as partes vêm trocando ataques. Tel Aviv declarou que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington, por sua vez, ameaçou destruir o potencial militar do Irã e pediu aos cidadãos iranianos que derrubem o regime. O Irã enfatizou que está pronto para se defender e, até o momento, não vê sentido em retomar as negociações.