Diferentemente do habitual, a descoberta não foi feita por arqueólogos, mas por um turista, Josep M. Buils, que entregou a pequena estátua às autoridades locais.
O artefato representa uma cabeça de touro de pequenas dimensões, mas surpreendentemente bem preservada. Apesar do tamanho modesto, os traços característicos do animal, como focinho e olhos, são claramente visíveis na peça.
Cabeça de touro de bronze de 3 mil anos encontrada nas montanhas da Serra de Tramuntana, em Maiorca, na Espanha
© Foto / Social media page of ArqueoTramuntana
Os detalhes foram executados de maneira estilizada, porém reconhecível, típica das tradições artísticas do Mediterrâneo pré-histórico, segundo os autores do estudo.
Os arqueólogos acreditam que o objeto integrava originalmente uma escultura maior ou um elemento decorativo. Seu tamanho compacto sugere que poderia ter sido fixado a um objeto cerimonial, a um elemento de santuário ou a uma estrutura decorativa.
Segundo historiadores e arqueólogos, a peça pertence à cultura das comunidades pós-Talayot, que habitavam assentamentos fortificados em Maiorca e demonstravam alto domínio técnico em metalurgia, cerâmica e arquitetura ritual.
Representações de touros são frequentes na arte mediterrânea pré-histórica e costumam ser interpretadas como símbolos de fertilidade, força e dos ciclos da natureza. Esses símbolos provavelmente estavam associados a rituais comunitários voltados a garantir prosperidade e proteção às populações locais.