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Patentes antidrone disparam e China consolida liderança em meio a tensões globais, diz mídia

Os pedidos de patentes para tecnologias antidrone cresceram 27% no último ano, impulsionados por preocupações crescentes com segurança global e pelo uso intensivo de drones em conflitos recentes. Segundo o escritório britânico Mathys & Squire, a China lidera o movimento.
Sputnik
A China registrou 82 pedidos de patentes no ano passado, muito à frente dos Estados Unidos, que apresentaram 22, e da Coreia do Sul, com apenas seis. O aumento acompanha a relevância estratégica dos drones em conflitos como os da Ucrânia e do Oriente Médio, onde seu uso transformou táticas militares e expôs limitações de defesas tradicionais.
As tecnologias mais buscadas incluem lasers, micro-ondas e sistemas de interferência, considerados alternativas mais eficientes e baratas do que mísseis interceptores convencionais.
Para a Mathys & Squire, o salto no número de registros reflete a demanda global por soluções rápidas e eficazes contra drones cada vez mais acessíveis e sofisticados, informou o South China Morning Post.
Além dos cenários de guerra, avistamentos suspeitos de drones na Europa e nos EUA elevaram a preocupação com ataques a infraestruturas críticas. Isso tem acelerado o desenvolvimento de sistemas antidrone voltados para aeroportos, portos, prisões, redes de energia e grandes eventos públicos.
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Ainda segundo a apuração, o escritório destaca que organizações civis e governamentais estão correndo para implementar contramedidas confiáveis, especialmente após episódios de interrupções em aeroportos causados por drones. Tecnologias de bloqueio de sinal, capazes de neutralizar aparelhos rapidamente, estão entre as mais procuradas.
Especialistas apontam à mídia asiática que o avanço chinês também tem motivação estratégica. Para o professor Chen Zhiwu, da Universidade de Hong Kong, o país busca se preparar para futuros conflitos e fortalecer sua capacidade de exportar tecnologia militar. Ele lembra que a preparação para guerra tem guiado políticas econômicas chinesas há cerca de uma década.
A dominância chinesa no setor também se explica pela força de sua indústria: a DJI, sediada em Shenzhen, mantém cerca de 70% do mercado global de drones comerciais. Esse ecossistema robusto favorece a inovação e ajuda a explicar por que a China lidera com folga o registro de novas tecnologias antidrone.
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