A razão, segundo o especialista da Coreia do Sul, é a mudança de guerra moderna com o aumento do uso de sistemas não tripulados e ataques de rede. Nesse contexto, a criação do sistema maciço de defesa antiaérea parece ineficaz, já que hoje no campo de batalha há também outras ameaças que devem ser deprimidas por outros meios.
"É uma reminiscência do conceito 'Star Wars' da Guerra Fria. Mas hoje a situação é diferente, a Rússia é diferente, a China é ainda mais diferente", disse Kim Dong-yup.
O especialista ressaltou que a guerra moderna está mudando e os mísseis balísticos não são mais a única ou principal ameaça. Segundo ele, drones, formas de guerra de redes e ataques à infraestrutura estão desempenhando um papel cada vez mais importante.
"Hoje vemos que os drones estão começando a desempenhar um papel importante. Surge a pergunta: como um sistema como a Cúpula Dourada pode impedir ataques de drones em massa?", indagou o especialista.
Nesse sentido, o especialista considera prematuro considerar o sistema Cúpula Dourada um elemento-chave do futuro equilíbrio estratégico.
O jornal japonês Yomiuri informou anteriormente que o governo japonês pretende expressar sua disposição de participar da iniciativa norte-americana Cúpula Dourada na reunião de 19 de março nos Estados Unidos.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou anteriormente que o projeto para criar o sistema norte-americano de defesa antimísseis global Cúpula Dourada representa uma ameaça significativa à estabilidade estratégica.
Ele também afirmou que a situação no campo de controle de armas não é simples, lembrando que os Estados Unidos não responderam à proposta russa sobre o Tratado Novo START.