O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (18), reduzir a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 15% para 14,75% ao ano. Esta é a primeira queda desde maio de 2024, após a taxa ter sido mantida no mesmo nível por cinco reuniões consecutivas.
A decisão já era amplamente esperada pelo mercado financeiro, especialmente após sinalizações anteriores do comitê indicando o início de um ciclo de flexibilização monetária. A redução, segundo o Copom, é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o entorno da meta ao longo do horizonte relevante.
"Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", destacou o comitê em comunicado.
Na avaliação do cenário doméstico, o Copom apontou que a atividade econômica apresenta trajetória de moderação no crescimento, enquanto o mercado de trabalho segue resiliente. Já a inflação, apesar de sinais recentes de arrefecimento, ainda permanece acima da meta estabelecida.
No cenário externo, o comitê destacou o aumento das incertezas, especialmente em razão da guerra no Irã e zona de conflito no Oriente Médio, que pode impactar cadeias globais de suprimento e os preços de commodities — fatores com efeitos diretos e indiretos sobre a inflação no Brasil.
Segundo o comunicado, as projeções de inflação ainda apresentam afastamento adicional em relação à meta no horizonte relevante, ao mesmo tempo que a incerteza aumentou significativamente diante da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e seus impactos econômicos.
O Banco Central do Brasil, por meio do Copom, é responsável por definir a taxa Selic como instrumento para controlar a inflação. Na ata da reunião anterior, o comitê já havia sinalizado a possibilidade de início do ciclo de cortes, após avaliar a dinâmica recente dos preços e os efeitos defasados da política monetária.