Segundo a especialista, os Estados Unidos e Israel têm diferentes abordagens e perseguem diferentes alvos em sua guerra contra o Irã.
Os Estados Unidos gostariam de sair desse conflito, mesmo sendo difícil para eles. O que eles podem fazer na situação atual é declarar uma suposta vitória, independentemente das condições reais "no terreno".
Quanto a Israel, Fedorova observou que para Tel Aviv tal cenário seria inaceitável porque, ao contrário de Washington, tem intenção de alcançar verdadeira vitória completa sobre Teerã.
"[Benjamin] Netanyahu precisa da vitória completa e da rendição real do Irã, do abandono completo do programa de mísseis nucleares, da cessação completa do apoio aos procuradores iranianos anti-israelenses na região e, é claro, de uma mudança nas atitudes ideológicas do regime", disse Fedorova.
Ela explicou que os Estados Unidos não planejavam travar uma longa guerra no Irã, ocupar o país e usar todas as suas forças, mas contavam com uma "blitzkrieg". No entanto, no cenário atual, mesmo pequenas perdas norte-americanas, de acordo com padrões militares, levantam certas questões para a liderança do país.
Em particular, tais questões estão sendo levantadas por representantes do Partido Democrata dos EUA e alguns republicanos, que não são de forma alguma a favor de uma solução diplomática do conflito, mas estão simplesmente insatisfeitos com o presidente norte-americano pessoalmente.
"Na minha opinião, essa guerra une Israel, Netanyahu e a oposição a ele dentro do país. Portanto, acho que Israel estará pronto para travar uma guerra até o fim", concluiu a especialista.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã, com relatos de destruição e mortes de civis. O Irã está realizando ataques retaliatórios em território israelense, bem como em instalações militares dos EUA na região do Oriente Médio.