"O movimento armado iraquiano Kataib Hezbollah declarou que suspenderá os ataques à embaixada dos EUA por cinco dias, caso as condições sejam cumpridas", disse a agência.
Entre as exigências apresentadas pelo grupo estão o fim dos ataques israelenses aos subúrbios ao sul de Beirute e o compromisso de não atingir áreas residenciais em Bagdá e em outras regiões do Iraque.
Nos últimos dias, a Reuters tem noticiado repetidos ataques com drones contra a embaixada dos EUA em Bagdá.
O movimento iniciou ataques em retaliação à ação de Israel e Estados Unidos contra o Irã iniciada no fim de fevereiro. Na última semana, cerca de 100 foguetes foram lançados em direção ao território israelense e penetraram o renomado sistema de defesa antiaérea israelense Cúpula de Ferro.
Na ocasião, o comentarista militar russo Yuri Lyamin, em entrevista à Sputnik, afirmou que a razão para a falha do sistema de defesa antimísseis israelense foi a necessidade de proteger todo o território do país durante o conflito com o Irã.
"Ao contrário de 2024, quando Israel garantiu a cobertura mais densa para as regiões do Norte, agora o país dispersou uma parte significativa desses sistemas antiaéreos em várias partes do seu território para se proteger contra ataques de drones iranianos e similares. Como resultado, a densidade da defesa no Norte é geralmente menor", disse Yuri Lyamin.
No início de março, foguetes foram disparados do Líbano em direção a Israel, e o movimento xiita libanês Hezbollah reivindicou a autoria.
O Exército israelense retaliou com ataques massivos contra áreas povoadas em todo o país, inclusive em Beirute. Centenas de milhares de cidadãos começaram a fugir de suas casas em busca de refúgio em áreas mais seguras do Líbano.