Segundo Plotnikov, o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel pode continuar até que os lados fiquem sem munição.
"Houve muitas tentativas de minar o regime islâmico por meio de movimentos de protesto fomentados pelos serviços especiais dos Estados Unidos e de Israel. No entanto, a aposta é em forças que não são respeitadas pelos iranianos", ressaltou.
Nesse contexto, ele salientou que norte-americanos e israelenses não compreendem que a figura de Reza Pahlavi, o exilado filho do xá, derrubado pela Revolução Islâmica de 1979, não é promissora.
De acordo com o especialista, até mesmo a oposição ao governo iraniano atual se opõe à candidatura de Pahlavi. Quanto mais tentarem promovê-lo, mais aqueles que discordam do regime estarão ao seu lado na luta contra o inimigo comum: EUA e Israel.
"[Os iranianos] estão dispostos a se sacrificar na luta contra o inimigo. Os norte-americanos e os israelenses não estão", destacou.
Portanto, o analista conclui que o conceito de martírio entre os xiitas no Irã é fundamental para a vida religiosa e política.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã. O Irã, por sua vez, retaliou com ataques em território israelense, bem como em instalações militares dos EUA na região do Oriente Médio.