A declaração ocorre em meio ao debate sobre narcoterrorismo, intensificado nas últimas semanas após iniciativas do governo dos Estados Unidos voltadas ao enfrentamento de facções criminosas com atuação transnacional.
"O Brasil já tinha que ter classificado CV e PCC como terroristas. O Brasil sequer participa de conversas com outros países onde há uma tentativa de unificar acordos de cooperação técnica no combate ao crime organizado."
A discussão sobre o enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas envolve possíveis mudanças no tratamento jurídico e diplomático dado ao crime organizado, sobretudo em casos ligados ao tráfico internacional de drogas, à lavagem de dinheiro e à circulação de armamento. O tema ganhou novo peso diante da pressão internacional para ampliar mecanismos de cooperação entre países da América Latina e órgãos de inteligência estrangeiros.
Pesquisas eleitorais e cenário político
Durante a mesma agenda, Flávio comentou o cenário eleitoral e afirmou que os levantamentos recentes indicam crescimento consolidado do campo bolsonarista nas intenções de voto.
"O que eu vejo é que há uma unanimidade em todos os institutos de pesquisa. É a tendência de crescimento permanente e consolidado, que mostra que estamos no caminho certo."
Segundo o senador, os números reforçam a percepção de fortalecimento político do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nas últimas semanas, diferentes pesquisas têm mostrado redução da distância entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e nomes associados ao campo conservador em cenários testados para a próxima disputa presidencial.
Nos bastidores, aliados interpretam esse movimento como um sinal de reorganização da direita e de manutenção de competitividade eleitoral, mesmo diante das indefinições sobre quem representará formalmente o grupo em uma futura eleição.
Apoio a Sergio Moro
Flávio Bolsonaro também voltou a defender alinhamento político com o senador Sergio Moro (União-PR) em pautas ligadas à segurança pública e ao combate ao crime organizado, destacando convergências em propostas legislativas voltadas ao endurecimento penal e ao fortalecimento de instrumentos de investigação.
A aproximação entre setores da direita em torno de temas como segurança e enfrentamento às facções tem sido apontada como uma das estratégias para ampliar apoio político no Congresso e consolidar pautas comuns no debate nacional.
As declarações foram dadas durante evento empresarial promovido pelo grupo LIDE no Rio de Janeiro (RJ).