Johnson apontou que o Irã desativou os radares norte-americanos na Arábia Saudita, Catar, Bahrein e Jordânia, privando os EUA e Israel da possibilidade de alerta antecipado.
"Nem os israelenses nem os Estados Unidos têm mísseis defensivos capazes de abater mísseis balísticos e de cruzeiro iranianos. É um fato", ressaltou.
Segundo ele, com isso, Israel agora está praticamente cego, e o Irã pode atacar qualquer alvo no país sem se preocupar com os sistemas de defesa antiaérea.
Ao mesmo tempo, Johnson destacou os erros de cálculo da inteligência ocidental em relação às capacidades do Irã.
"O conceito de defesa antiaérea no qual o Ocidente confiava partia da suposição de que o Irã lançaria apenas um ou dois mísseis. Ninguém esperava que fossem 40, 50 ou 100", explicou.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em sua terceira semana. Durante todo esse tempo, as partes trocaram ataques. Tel Aviv afirmou que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington ameaçou destruir as capacidades militares do Irã e pediu que os cidadãos iranianos derrubem seu governo. O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e que ainda não vê sentido em retomar as negociações.