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Lula sinaliza que quer Alckmin como vice em 2026, mas abre porta para candidatura ao Senado

No dia marcado pelo lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o xadrez eleitoral do campo governista para as eleições de outubro deste ano.
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Ele também voltou a dizer que se candidatará novamente à Presidência este ano. "A extrema direita não volta mais a governar esse país", prometeu. O petista defendeu que quer manter Geraldo Alckmin (PSB) como seu candidato a vice-presidência, mas disse que entenderá se o mesmo quiser concorrer ao Senado Federal.
"Não sei se Geraldo vai ser candidato ao Senado. A vaga de vice está aberta a ele", disse Lula em São Bernardo do Campo (SP) nesta quinta-feira (19). Anteriormente, o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Kiko Celeguim, afirmou que a tendência natural é que Alckmin seja novamente candidato a vice-presidente da República, mas destacou que a decisão final pode ser tomada nas convenções partidárias, em julho.
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Alckmin deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em 4 de abril, prazo limite da legislação eleitoral, mas permanece no cargo de vice-presidente. A regra de desincompatibilização não se aplica à vice-presidência.
Já a ministra do Planejamento, Simone Tebet, foi elogiada por Lula nesta quinta-feira e tem papel central no projeto eleitoral do governo em São Paulo. Tebet confirmou candidatura ao Senado por São Paulo, após convite direto do presidente. "O presidente pediu claramente que eu pudesse ser candidata ao Senado por São Paulo", afirmou a ministra anteriormente.

"Mas você tem que avaliar o que é bom em São Paulo para te ajudar", disse Lula diretamente a Haddad, completando: "Eu sei que Simone Tebet vai ser candidata a senadora daqui."

A sul-mato-grossense optou por se candidatar no estado paulista e deve deixar o primeiro escalão do governo até o final de março para cumprir os prazos de desincompatibilização.
"Estou tranquilo para fazer uma chapa de senadores para te ajudar a ganhar. Não tem senador para disputar conosco", disse Lula, criticando as escolhas da direita brasileira para disputar o Senado. Ele disse que o PT já teve dois senadores e que é possível que o partido consiga bons resultados este ano.
Por fim, ele comentou que Guilherme Boulos, atualmente ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, deverá permanecer no governo federal. "Tirei o Boulos da disputa e deixei ele no governo. Falei: 'você não vai sair candidato ao Senado, você vai ficar no governo."

"Nós temos que construir o time para fazer o jogo e ganhar o jogo. Não será uma disputa fácil", completou Lula.

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