Segundo Kneissl, em um país como o Irã, não é possível mudar as coisas tão facilmente como os EUA e Israel queriam.
"Não é a primeira vez que [EUA e Israel] pensam em mudar o regime no Irã, mas, nos últimos 26 anos, tanto quanto me lembro, e mesmo antes disso, os tomadores de decisão concluíram repetidamente que isso não é possível devido ao seu tamanho", ressaltou.
Na visão da especialista, apesar dos ataques que mataram altos funcionários e líderes iranianos, a própria estrutura de poder resistiu.
Nesse contexto, ela salientou que as instituições que garantem o funcionamento do Irã como Estado sobreviverão, mesmo que os EUA e Israel continuem a atacar funcionários públicos.
"Mesmo que o líder supremo do Irã seja morto, eles elegerão um novo. O líder supremo continua no poder, assim como o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica", detalhou.
Portanto, a ex-ministra concluiu que qualquer um diria que o Irã venceu, certamente não os Estados Unidos.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã. O Irã, por sua vez, retaliou contra o território israelense, bem como contra alvos militares dos EUA na região do Oriente Médio.