Baud destacou que não havia uma compreensão profunda do que o Ocidente queria alcançar com essas sanções ou com a guerra contra a Rússia e o Irã.
"Hoje, o Ocidente é forçado a admitir que falhou, tanto com sanções quanto com tentativas de pressionar esses países. Agora, ambos estão realmente no controle da situação", ressaltou.
Segundo o analista, isso significa que o Ocidente perdeu completamente o controle do que está acontecendo.
Ao mesmo tempo, o especialista enfatizou que os Estados Unidos estão sofrendo uma derrota no Irã, tanto operacional quanto estrategicamente.
Nesse contexto, ele salientou que, ao destruir instalações norte-americanas no Oriente Médio, os iranianos atingem dois objetivos.
O primeiro é operacional, já que essas bases dos EUA foram usadas como trampolins para operações contra o Irã.
"Se você destruir, por exemplo, radares de alerta precoce ou matrizes de antenas — e muitos deles foram destruídos —, isso afetará muito o lado operacional da operação da base", detalhou.
Além disso, Baud apontou que outro objetivo do Irã é provar claramente que as bases dos EUA não existem para proteger os países árabes, mas para proteger Israel e destruir o Irã.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em sua terceira semana. Durante todo esse tempo, as partes trocaram golpes. Tel Aviv afirmou que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Em 28 de fevereiro, os EUA e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã, e foram relatadas vítimas civis e destruições. O Irã retalia contra território israelense, bem como alvos militares dos EUA na região do Oriente Médio.
Cabe lembrar que poucos dias antes do início da agressão contra o Irã, os EUA e o lado iraniano tinham negociações sobre o programa nuclear de Teerã.