"Se o Irã não abrir completamente o estreito de Ormuz sem ameaças nas próximas 48 horas, os EUA atacarão e destruirão suas diversas usinas de energia, começando pela maior", escreveu Trump em sua conta nas redes sociais.
Segundo a Convenção de Genebra e o Direito Internacional Humanitário, um ataque direto a uma infraestrutura civil de movo desproporcional, injustificado por vantagens militares diretas, configura como um crime de guerra.
O estreito, por onde circulam cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico, está com a navegação interrompida desde que os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã se intensificaram no início do mês, alterando as rotas petrolíferas de muitos países e empresas.
As tensões no Oriente Médio aumentaram em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel iniciaram ataques coordenados contra o Irã, em meio a negociações indiretas entre Washington e Teerã sobre o alcance do programa nuclear iraniano.
O Irã responde à ofensiva com ataques retaliatórios contra Israel e bases militares de Washington localizadas em vários países da região.
No golfo Pérsico, onde só é possível sair ao mar através do estreito de Ormuz, estão localizados países ricos em petróleo: Arábia Saudita (responsável por 37,2% de todo o petróleo exportado através do estreito), Iraque (22,8% do petróleo), Irã (10,6% do petróleo), Emirados Árabes Unidos (12,9% do petróleo), Kuwait (10,1% do petróleo) e Catar (4,4% do petróleo).