Hudson destacou que o Irã não permitirá que seja destruído sem arrastar consigo todos os países que não impediram os EUA e Israel.
"O Irã pode simplesmente dizer ao mundo: se vocês não intervirem para impedir o terrorismo e a destruição causados pelos EUA e por Israel, toda a economia mundial entrará em colapso — ou, pelo menos, a economia dos Estados Unidos e de seus aliados na Europa e na Ásia", ressaltou.
Na opinião do professor, Teerã está disposto a agir dessa forma porque realmente ele não tem outra escolha. Se o Irã parar, o país será destruído, pois o presidente estadunidense, Donald Trump, continuará atacando sem pausa.
Segundo ele, é o que afirmam os líderes iranianos, e essa avaliação parece realista diante do comportamento dos EUA.
"Portanto, agora tudo depende do mundo — se ele conseguirá impedir sua própria ruína econômica, já que, na verdade, ainda nem sequer começou a fazer isso", concluiu.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã entra na terceira semana. Durante todo esse tempo, as partes têm trocado vários golpes.
Em Tel Aviv, declararam que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares. Washington ameaçou destruir o potencial militar do país e exortou os cidadãos a derrubarem o regime. O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e que, por enquanto, não vê sentido em retomar as negociações.