Panorama internacional

Israel expande ofensiva e aprofunda crise humanitária no Líbano

Israel intensificou sua ofensiva no sul do Líbano ao ordenar a destruição ampliada de infraestrutura na região, em uma medida que aumenta os temores de uma escalada ainda maior do conflito.
Sputnik
O ministro da Defesa, Israel Katz, determinou que tropas destruam pontes, edifícios e casas em vilarejos próximos à fronteira, alegando que essas estruturas estariam sendo utilizadas pelo Hezbollah para fins militares. Neste domingo, forças israelenses bombardearam uma ponte estratégica próxima a Qasmiye, na principal rodovia costeira do país.
A estratégia levanta preocupações de que Israel esteja estabelecendo uma zona militar controlada ao longo da fronteira libanesa. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou os ataques e afirmou que a destruição de estradas e pontes pode representar “o prelúdio de uma invasão terrestre”.
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Desde o início de março, quando o Hezbollah passou a lançar foguetes contra Israel, a resposta israelense incluiu bombardeios intensos e operações terrestres ao longo da fronteira. A ofensiva já deixou milhares de mortos e mais de um milhão de deslocados no Líbano, aprofundando a crise humanitária no país.
Em paralelo, autoridades israelenses indicam que o conflito deve se prolongar. O porta-voz militar Effie Defrin afirmou que o país enfrentará “mais semanas de combates” contra o Irã e o Hezbollah, enquanto o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, classificou a operação como o início de uma campanha “de longo prazo”.
A escalada também se estende para além do Líbano, com Israel realizando ataques em Teerã e o Irã respondendo com ofensivas contra alvos israelenses. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que os recentes ataques, inclusive contra instalações sensíveis, colocam o conflito em uma “fase perigosa”.
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