Segundo a especialista, considerando a dinâmica atual e o caráter limitado das operações, a fase mais intensa do conflito pode terminar por volta de 15 de abril, caso não ocorra uma nova escalada significativa.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, havia declarado que a escalada no Golfo Pérsico ainda pode se estender por duas a três semanas, sendo a posição dos Estados Unidos um fator decisivo nesse cenário.
Na avaliação de Tekindor, a configuração atual indica um conflito de alcance restrito. As partes envolvidas, segundo ela, evitam ações que possam desencadear uma guerra regional em larga escala, enquanto os ataques têm caráter predominantemente demonstrativo e dissuasório.
A analista destacou que o principal elemento de pressão está no campo econômico, especialmente nos mercados de energia.
"O aumento dos preços do petróleo e os riscos ao fornecimento por meio do estreito de Ormuz elevam os custos para todos os envolvidos e reduzem o interesse na prolongação do conflito", afirmou.
A especialista também apontou uma intensificação dos contatos diplomáticos, incluindo iniciativas de atores regionais, o que, segundo sua análise, cria condições para uma possível desescalada e retomada das negociações em um prazo relativamente curto.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no Irã. Em resposta, Teerã passou a realizar ofensivas contra o território israelense e contra instalações militares americanas no Oriente Médio.
O aumento dos preços dos combustíveis tem sido observado globalmente em meio à interrupção do tráfego no estreito de Ormuz, rota estratégica para o abastecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.