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Exército dos EUA abandona laser de 300 kW e encerra programa sem ter recebido 1º exemplar funcional

O Exército dos EUA decidiu abandonar o desenvolvimento de sua arma a laser de 300 kW, conhecida como IFPC‑HEL ou Valquíria, mesmo antes de recebê‑la oficialmente. A decisão aparece em um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso, indicando que o sistema não será transformado em programa oficial após anos de investimento.
Sputnik
A mudança encerra o esforço atual dos EUA para criar um laser capaz de defender tropas contra mísseis de cruzeiro, drones e munições. Até o início de 2024, o plano era transformar o IFPC‑HEL — sucessor de protótipos de 10 kW e 100 kW — em um programa formal no ano fiscal de 2025, após testes bem‑sucedidos.
A Lockheed Martin havia recebido um contrato de até US$ 220,8 milhões (aproximadamente R$ 1,17 bilhão) para desenvolver quatro protótipos, após entregar um demonstrador de 300 kW em 2022. No entanto, o Exército reduziu o contrato para apenas um protótipo, atualmente em testes finais de laboratório antes de avaliações no Campo de Provas de Dugway, em Utah, nos EUA.
Segundo o relatório, o protótipo não será entregue ao Exército antes de setembro e, mesmo assim, não será considerado para implantação. Em vez disso, servirá para aprimorar o Sistema Conjunto de Guerra a Laser, parte de uma iniciativa mais ampla do Pentágono para desenvolver armas a laser voltadas à defesa contra mísseis de cruzeiro.
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De acordo com a apuração do Army Times, esse sistema conjunto, desenvolvido pelo Exército e pela Marinha, representa o próximo passo na evolução das armas de energia dirigida, alinhado à estratégia "Cúpula Dourada da América". O Exército não comentou publicamente a decisão.

O interesse renovado em armas a laser ocorre em meio ao aumento de ameaças como drones baratos e mísseis de cruzeiro manobráveis, usados por Rússia, Irã e outros atores. Esses mísseis representam um desafio persistente tanto para forças no exterior quanto para a defesa do território continental dos EUA.

Apesar do potencial, lasers de onda contínua enfrentam dificuldades para neutralizar mísseis de cruzeiro, que são rápidos, resistentes e exigem exposição prolongada ao feixe. Uma possível solução está em lasers pulsados, capazes de liberar energia em rajadas ultracurtas e intensas, aumentando a chance de danificar alvos sem depender de um tempo de permanência longo.
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