Mais cedo, a Organização de Energia Atômica do Irã relatou outro ataque com míssil perto da central, acrescentando que não houve vítimas nem danos.
"A AIEA foi informada pelo Irã de que outro projétil atingiu as instalações da usina nuclear de Bushehr hoje. Segundo o Irã, não houve danos à usina em si, nem feridos entre os funcionários, e a situação da usina é normal. A agência reitera o apelo à máxima contenção para evitar riscos à segurança nuclear durante conflitos", comunicou a AIEA no X.
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou, também nesta terça-feira, que suas defesas aéreas destruíram, nas proximidades de Teerã, dois mísseis de cruzeiro AGM-158, uma arma fabricada nos Estados Unidos pela Lockheed Martin, de longo alcance e alta precisão, projetada para atingir alvos fortemente protegidos.
Na semana passada, uma estrutura a cerca de 350 metros do reator de Bushehr foi destruída após um incidente com projétil.
O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, declarou que, embora não tenha havido danos ao próprio reator, nem ferimentos em funcionários, qualquer ataque direto ou próximo a usinas nucleares viola os sete pilares indispensáveis relacionados à garantia da segurança nuclear durante um conflito armado e nunca deve ocorrer.
Masoud Pezeshkian, presidente iraniano, condenou o ataque à infraestrutura energética. Segundo ele, "ações agressivas não trarão nenhum benefício ao inimigo" e "poderão levar a consequências incontroláveis que afetarão o mundo inteiro".