Segundo o artigo, Washington enfrenta "uma crise de opções", onde o recente adiamento dos ataques à infraestrutura civil iraniana não é visto como um verdadeiro avanço diplomático, mas sim como uma medida desesperada e temporária.
O artigo alerta que a Casa Branca perdeu o controle da situação, presa entre a desconfiança mútua e a falta de uma estratégia de saída viável. Acrescenta que essa paralisia está arrastando os Estados Unidos e Israel para uma custosa guerra de atrito.
"Após quatro semanas de guerra, mísseis ainda estão sendo disparados, os preços do petróleo estão subindo vertiginosamente, civis estão morrendo e ninguém sabe como esse conflito terminará", aponta a apuração.
Em relação a uma possível invasão terrestre, a publicação menciona com ceticismo o envio de milhares de soldados norte-americanos para a ilha de Kharg. O jornal alerta que essa manobra, longe de ser uma solução, é uma aposta de alto risco que ignora a vasta geografia do Irã e a determinação de Teerã no que consideram uma luta pela sobrevivência nacional.
"Os Estados Unidos estão presos em um profundo dilema estratégico: aterrorizados com a perspectiva de mergulhar em uma guerra em grande escala, mas relutantes em abrir mão de sua hegemonia no Oriente Médio", afirma o artigo.
Ainda de acordo com a publicação, os EUA estão desesperados para derrotar o Irã, mas não estão dispostos a pagar o preço enorme — e enfrentar as consequências potencialmente imprevisíveis — que isso acarretaria.
"Você pode começar uma guerra, mas terminá-la é outra história", conclui.